Alguns dos melhores momentos da vida a gente experimenta de
olhos fechados, tudo o que acontece dá para imaginar… Tudo o que se
imagina, pode acontecer."
Cecília Meireles
terça-feira, 25 de novembro de 2014
" Renova-te.
Renasce em ti mesmo.
Multiplica os teus olhos, para verem mais.
Multiplica os teus braços para semeares tudo.
Destrói os olhos que tiverem visto.
Cria outros, para as visões novas.
Destrói os braços que tiverem semeado,
para se esquecerem de colher.
Sê sempre o mesmo.
Sempre outro. Mas sempre alto.
Sempre longe.
E dentro de tudo. "
Cecília Meireles
Alguns
dos melhores momentos da vida a gente experimenta de olhos fechados,
tudo o que acontece dá para imaginar… Tudo o que se imagina, pode
acontecer."
Cecília Meireles
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Minha primeira lágrima caiu de dentro dos teus olhos.
Tive medo de a enxugar: para não saberes que havia caído.
Cecília Meireles
"Alguns dos melhores momentos da vida a gente experimenta
de olhos fechados, tudo o que acontece dá para imaginar… Tudo o que se
imagina, pode acontecer."
Nunca tive os olhos tão claros e o sorriso em tanta loucura. Sinto-me toda igual às arvores: solitária, perfeita e pura.
Aqui estão meus olhos nas flores, meus braços ao longo dos ramos: e, no vago rumor das fontes, uma voz de amor que sonhamos.
Cecília Meireles
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Nunca tive os olhos tão claros e o sorriso em tanta loucura. Sinto-me toda igual às árvores: solítária, perfeita e pura. Cecília Meireles
sábado, 11 de agosto de 2012
O choro vem perto dos olhos para que a dor transborde e caia. O choro vem quase chorando, como a onda que toca na praia. Descem dos céus ordens augustas e o mar leva a onda para o centro. O choro foge sem vestígios, mas deixando náufragos dentro! Cecilia Meireles
Quando penso em você fecho os olhos de saudade Tenho tido muita coisa, menos a felicidade Correm os meus dedos longos em versos tristes que invento Nem aquilo a que me entrego já me traz contentamento Pode ser até manhã, cedo claro feito dia mas nada do que me dizem me faz sentir alegria Eu só queria ter no mato um gosto de framboesa Para correr entre os canteiros e esconder minha tristeza Que eu ainda sou bem moço para tanta tristeza E deixemos de coisa, cuidemos da vida, Pois se não chega a morte ou coisa parecida E nos arrasta moço, sem ter visto a vida. Cecília Meireles
"Fez tanto luar
que pensei nos teus olhos antigos,
e nas tuas antigas palavras.
O vento trouxe de longe tantos lugares em que estivemos,
que tornei a viver contigo enquanto o vento passava.
Houve uma noite que cintilou sobre o teu rosto e modelou tua voz entre as algas.
Eu moro desde então nas pedras frias que o céu protege,
e estudo apenas o ar e as águas.
Coitado de quem pôs sua esperança nas praias fora do mundo,
muda-se o ar, viram-se as águas.
Até mesmo as pedras com o tempo mudam..."
O Olho é uma espécio de globo, é um pequeno planeta com pinturas do lado de fora. Muitas pinturas: azuis, verdes, amarelas. É um globo brilhante: parece cristal, é como um aquário com plantas finamente desenhadas: algas, sargaços, miniaturas marinhas, areias, rochas, naufrágios e peixes de ouro. Mas por dentro há outras pinturas, que não se vêem: umas são imagens do mundo, outras são invetadas. O Olho é um teatro por dentro. E às vezes, sejam atores, sejam cenas, e às vezes, sejam imagens, sejam ausências, formam, no Olho, lágrimas. . Cecilia Meireles
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
O choro vem perto dos olhos para que a dor transborde e caia. O choro vem quase chorando, como a onda que toca na praia. Descem dos céus ordens augustas e o mar leva a onda para o centro. O choro foge sem vestígios, mas deixando náufragos dentro! Cecilia Meireles
Renova-te. Renasce em ti mesmo. Multiplica os teus olhos, para verem mais. Multiplica-se os teus braços para semeares tudo. Destrói os olhos que tiverem visto. Cria outros, para as visões novas. Destrói os braços que tiverem semeado, Para se esquecerem de colher. Sê sempre o mesmo. Sempre outro. Mas sempre alto. Sempre longe. E dentro de tudo. Cecília Meireles
"Permita que eu feche os meus olhos, pois é muito longe e tão tarde! Pensei que era apenas demora, e cantando pus-me a esperar-te. Permita que agora emudeça: que me conforme em ser sozinha. Há uma doce luz no silencio,e a dor é de origem divina. Permita que eu volte o meu rosto para um céu maior que este mundo, e aprenda a ser dócil no sonho como as estrelas no seu rumo" Cecília Meireles